{"id":280,"date":"2026-04-12T18:05:05","date_gmt":"2026-04-12T18:05:05","guid":{"rendered":"https:\/\/dmanuelmendes.com\/?p=280"},"modified":"2026-04-12T18:12:55","modified_gmt":"2026-04-12T18:12:55","slug":"03-o-jovem-manuel-mendes-e-sua-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dmanuelmendes.com\/index.php\/2026\/04\/12\/03-o-jovem-manuel-mendes-e-sua-mae\/","title":{"rendered":"03 &#8211; O Jovem &#8211; Manuel Mendes e sua m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<style>.kb-row-layout-id280_1850b4-10 > .kt-row-column-wrap{align-content:start;}:where(.kb-row-layout-id280_1850b4-10 > .kt-row-column-wrap) > .wp-block-kadence-column{justify-content:start;}.kb-row-layout-id280_1850b4-10 > .kt-row-column-wrap{column-gap:var(--global-kb-gap-md, 2rem);row-gap:var(--global-kb-gap-md, 2rem);padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);grid-template-columns:minmax(0, 1fr);}.kb-row-layout-id280_1850b4-10 > .kt-row-layout-overlay{opacity:0.30;}@media all and (max-width: 1024px){.kb-row-layout-id280_1850b4-10 > .kt-row-column-wrap{grid-template-columns:minmax(0, 1fr);}}@media all and (max-width: 767px){.kb-row-layout-id280_1850b4-10 > .kt-row-column-wrap{grid-template-columns:minmax(0, 1fr);}}<\/style><div class=\"kb-row-layout-wrap kb-row-layout-id280_1850b4-10 alignnone wp-block-kadence-rowlayout\"><div class=\"kt-row-column-wrap kt-has-1-columns kt-row-layout-equal kt-tab-layout-inherit kt-mobile-layout-row kt-row-valign-top\">\n<style>.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col,.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col:before{border-top-left-radius:0px;border-top-right-radius:0px;border-bottom-right-radius:0px;border-bottom-left-radius:0px;}.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col{column-gap:var(--global-kb-gap-sm, 1rem);}.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col{flex-direction:column;}.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col > .aligncenter{width:100%;}.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col:before{opacity:0.3;}.kadence-column280_6a283d-57{position:relative;}@media all and (max-width: 1024px){.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col{flex-direction:column;justify-content:center;}}@media all and (max-width: 767px){.kadence-column280_6a283d-57 > .kt-inside-inner-col{flex-direction:column;justify-content:center;}}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-column kadence-column280_6a283d-57\"><div class=\"kt-inside-inner-col\"><style>.wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading280_e14bb4-7e, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading280_e14bb4-7e[data-kb-block=\"kb-adv-heading280_e14bb4-7e\"]{display:block;font-style:normal;}.wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading280_e14bb4-7e mark.kt-highlight, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading280_e14bb4-7e[data-kb-block=\"kb-adv-heading280_e14bb4-7e\"] mark.kt-highlight{font-style:normal;color:#f76a0c;-webkit-box-decoration-break:clone;box-decoration-break:clone;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading280_e14bb4-7e img.kb-inline-image, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading280_e14bb4-7e[data-kb-block=\"kb-adv-heading280_e14bb4-7e\"] img.kb-inline-image{width:150px;vertical-align:baseline;}<\/style>\n<span class=\"kt-adv-heading280_e14bb4-7e wp-block-kadence-advancedheading\" data-kb-block=\"kb-adv-heading280_e14bb4-7e\">A m\u00e3e de D. Manuel Mendes da Concei\u00e7\u00e3o Santos, de nome Maria da Concei\u00e7\u00e3o Rodrigues Mendes, nasceu a 8 de dezembro de 1845, vindo a falecer a 28 de janeiro de 1918. Do casamento com Manuel Mendes, nasceram sete filhos, mas apenas dois sobreviveram: o Manuel e o Joaquim, levando-a a viver uma vida de profunda ang\u00fastia, temendo pelo futuro dos seus filhos, unido ao sofrimento por ver a derrocada material da sua fam\u00edlia, tendo de deixar a sua terra e a sua casa para procurar outro local para recome\u00e7ar a vida.<\/span>\n\n\n\n<p><br>O segredo da sua vida estava na ora\u00e7\u00e3o. Quem o contou foi, mais tarde, ela mesma a seu filho, j\u00e1 Bispo de Portalegre, em carta datada de 9 de setembro de 1916: \u201cDizes-me que no meio da tua t\u00e3o espinhosa miss\u00e3o e de tanta responsabilidade, que v\u00eas mais claramente a prote\u00e7\u00e3o da nossa boa M\u00e3e do C\u00e9u sobre ti: \u00e9 verdade. Na Capela de P\u00e9 de C\u00e3o, diante da sua imagem e banhada em l\u00e1grimas, muitas vezes pedi que tomasse os meus filhos \u00e0 sua conta e cuidasse deles como coisa sua; e, na verdade, \u00e9-nos bem vis\u00edvel a sua prote\u00e7\u00e3o. Oxal\u00e1 lhe sejamos gratos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Se num primeiro momento a vida de Maria da Concei\u00e7\u00e3o se resumia em tr\u00eas palavras \u2013 Deus, marido e filhos \u2013, num segundo momento apenas se resumia na palavra solid\u00e3o, pois \u201ctendo dado a Deus o que Deus lhe dera para acompanh\u00e1-la na \u00faltima jornada da vida, satisfazia as amarguras das longas aus\u00eancias e das rudes solid\u00f5es da casa com a vivida esperan\u00e7a de que para mais altos e elevados destinos, para mais \u00fatil e vigoroso futuro o criara!\u2026 Os homens n\u00e3o compreendem este amor, mas Deus compreende-o! \u00c9 que a m\u00e3e do Bispo sabe que n\u00e3o existe o hoje nem o amanh\u00e3, mas o sempre!\u201d<br>Dom Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio Dias, na carta que escreve a D. Manuel Mendes da Concei\u00e7\u00e3o Santos, por ocasi\u00e3o do primeiro m\u00eas da morte de Maria da Concei\u00e7\u00e3o, descreve-a como \u201cuma das almas a quem melhor tenho visto representar no seu exterior a bondade de Nosso Senhor\u201d e que esta bondade mostrou e ensinou ao seu amado filho.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Se os sentimentos desta m\u00e3e por seu filho s\u00e3o incont\u00e1veis, tamb\u00e9m o amor de Manuel Mendes \u00e9 imposs\u00edvel descrever em t\u00e3o pouco espa\u00e7o e usando a linguagem humana\u2026 Escutamos o cora\u00e7\u00e3o do servo de Deus falando de sua m\u00e3e, aquando do terr\u00edvel sofrimento provocado pela sua partida: \u201cS\u00e3o impenetr\u00e1veis os ju\u00edzos de Deus, mas uma voz \u00edntima e suave me est\u00e1 segredando que o Senhor a levou sem tardan\u00e7a para junto de Si, pois para isso a esteve purificando no crisol da longa doen\u00e7a, durante a qual nunca ela murmurou da Provid\u00eancia, mas antes frequentes vezes fazia atos positivos de conformidade com a vontade divina. [\u2026] Est\u00e1s junto daquele Deus que sempre amaste, n\u00e3o \u00e9 assim? E l\u00e1 n\u00e3o te lembras de mim e do Joaquim que chorava t\u00e3o inconsol\u00e1vel junto do leito?\u201d Ou no mesmo dia: \u201cVerdadeira filha de S\u00e3o Francisco, n\u00e3o s\u00f3 pela profiss\u00e3o de Terceira, mas ainda pela humildade, pela austeridade e pela vida de mortifica\u00e7\u00e3o [\u2026] O ros\u00e1rio que lhe pende do cord\u00e3o e a medalha de Filha de Maria que lhe brilha sobre o peito inerte, est\u00e3o ali a atestar como ela amou a M\u00e3e Celeste. Foi, depois de Jesus, o seu amor e a sua grande esperan\u00e7a. Bastas vezes ela dizia que, ao ver-se sem meios para nos educar, nos entregava, a mim e a meu irm\u00e3o, \u00e0 Virgem Sant\u00edssima. A nossa m\u00e3e celeste ouviu a s\u00faplica e aceitou o encargo que lhe confiava a m\u00e3e da terra e tem velado por n\u00f3s com um carinho excecional. \u00c9 o caso de repetir, aplicando-a \u00e0 minha querida finada: a descend\u00eancia dos justos ser\u00e1 aben\u00e7oada\u2026 ou ainda: embora doente e confinada h\u00e1 muito num leito, a sua presen\u00e7a enchia a casa, o sabermos que ela estava ali dava-nos alento; e agora? [\u2026] E, contudo, uma ideia divinamente consoladora vem juntar-se a estas desoladoras considera\u00e7\u00f5es: parece que o ambiente est\u00e1 perfumado das suas virtudes, a recorda\u00e7\u00e3o dos seus exemplos \u00e9 um b\u00e1lsamo reconfortante e uma esperan\u00e7a suav\u00edssima nos dias que ela est\u00e1 junto de Deus. \u00c9 a m\u00e3o bondosa e paternal de Deus a suavizar a minha dor\u201d.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n<\/div><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e3e de D. 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